Como é feito o transporte de vacinas

Como é feito o transporte de vacinas

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 07/04/2021

Na distribuição, como é feito o transporte de vacinas. Nunca se falou tanto a palavra vacina. De acordo com o dicionário, vacina é uma substância composta por agentes patogênicos, que estimula o sistema imune a produzir anticorpos contra os causadores de determinadas doenças e infecções. É considerada a principal forma de prevenção de inúmeras doenças.

Nunca se esperou tanto uma vacina. O mundo almejava com ansiedade a chegada da vacina contra o Covid 19, encarada como a salvação da humanidade contra a transmissão deste mal chamado coronavírus e dos estragos que fez na vida de todos.

Entre no nosso podcast

Acesse os vídeos no You Tube

Leia a Revista Frete Urbano

Graças a uma força tarefa global da ciência e da tecnologia, hoje temos vacina. E já começou a ser aplicada no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Nos quatros cantos do país a vacina tem que chegar, e mais uma vez a população conta com o precioso trabalho do transportador nessa difícil empreitada.

Como é feito o transporte de vacinas

Mas vamos lá, o Brasil tem experiencia em logística de vacinação em massa, gratuita. Especialistas dizem até que temos o melhor programa de vacinação do mundo, haja vista as campanhas, da febre amarela, do sarampo, da pólio, todas muito bem-sucedidas.

O diretor da Especialidade de Transportes de Produtos Farmacêuticos do Sindicato das Empresas do Transportes de Cargas de São Paulo e Região (SETCESP), Gylson Ribeiro, salienta os desafios envolvidos no transporte das vacinas.

“Entre os fatores que consideramos desafiadores na distribuição da vacina contra a Covid-19 destacamos o volume de doses a serem distribuídas, a velocidade entre a retirada do produto do estoque e o ponto em que a dose da vacina será disponibilizada ao cidadão e ainda o cuidado no manuseio durante o transporte, pois se trata de um produto de cadeia fria e requer um rígido controle na manutenção da temperatura, afirma Gylson.”

Marcos Augusto Pordeus de Paula, diretor da Frigo King, acredita que o mercado brasileiro de transporte de medicamentos dispõe de infraestrutura logística adequada para transportar as vacinas que combaterão o Covid-19.

Porém, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 50% das vacinas chegam comprometidas ao seu destino devido a falhas no controle de temperatura. As normas que regem esse transporte são determinadas pela Resolução da Diretoria Colegiada (RDC 430/20) pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

“Os devidos cuidados com a manutenção da temperatura ideal, ao longo de todo o trajeto, e o correto armazenamento da carga são partes fundamentais para garantir o combate ao Covid-19”, explica Marcos.

A Frigo King fabrica equipamentos de alta tecnologia para refrigeração de cargas transportadas em baixas temperaturas “Os equipamentos são próprios para atender os três padrões de temperatura utilizados usualmente pelos operadores logísticos e que são determinados pela ANVISA”, afirma o executivo.

Os equipamentos da empresa permitem o monitoramento e registro dos dados da temperatura durante o transporte com o uso de dataloggers. A segurança e garantia da manutenção da temperatura da carga se completam com o acompanhamento remoto por meio de dispositivos como smartphones.

Tipos de carroceria refrigerada

A Frigo King fornece equipamentos para atender o maior leque de demandas de transporte de medicamentos. O Titan é utilizável desde baús sobre chassi de caminhão leve até semirreboque. A Linha Flex atende o transporte em caminhão leve com baú e a Farma Basic é destinada a logística que usa veículos comerciais leves com espaço refrigerado para carga.

Três padrões para transporte são adotados para atender as características próprias dos medicamentos sem que sua qualidade e eficácia sejam afetados, permitindo a correta armazenagem e transporte de medicamentos.

1º padrão: temperatura da carga em 18 graus positivos, com variação na faixa de 15º a 25º positivos, e atende a grande maioria dos medicamentos vendidos no Brasil.

2º padrão: temperatura de 5 graus positivos, com variação de 2º a 8º positivos, e é adequado para o transporte da maior parte das vacinas e demais produtos mais delicados e tecnologicamente avançados, como insulina.

3º padrão: opera em 18 graus negativos para menos e é adequado para o transporte de outros tipos de vacinas. A maior parte da tecnologia presente nas vacinas em desenvolvimento para combater a Covid-19 pode ser transportada com os equipamentos atuais. “Fora desse padrão será necessário desenvolver algo específico”, diz Marcos.