Fórmula E combina velocidade com preservação do meio ambiente

Fórmula E combina velocidade com preservação do meio ambiente

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 03/06/2022

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Competições: Fórmula E combina velocidade com preservação do meio ambiente

Conta a história que o projeto de uma corrida sustentável surgiu a partir de um rascunho num guardanapo de restaurante durante uma conversa entre o idealizador Alejandro Agag, e o presidente da FIA, Jean Todt, ainda em 2011. A ideia era promover uma série de disputas de carros elétricos em circuito de rua para mostrar que era possível combinar velocidade com sustentabilidade.

A estreia do que foi o primeiro campeonato internacional de monopostos 100% elétrico do mundo foi no Parque Olímpico em Pequim, em 2014, e certamente agradou. Hoje, a Fórmula E tem status de campeonato mundial e foi batizada de ABB FIA Formula E World Championship, contando com a disputa de marcas e pilotos renomados no universo do motorsport.

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Inclusive, as medidas de redução de emissões vão além das pistas, toda o processo de transporte e logística é otimizado para garantir a promoção de um evento sustentável. Combinando com a não utilização de plástico descartável nos locais e o cuidado com as baterias de lítio, o que fazem desta a única categoria do automobilismo a conquistar a certificação ISO 20121 de terceiros para eventos sustentáveis.

Fórmula E combina velocidade com preservação do meio ambiente

O certame 100% elétrico

É claro que as grandes montadoras estão por trás do desenvolvimento dos carros da Fórmula E. Mercedes-Benz, Jaguar, Nissan, DS e Porsche são algumas marcas que levam seus carros para o grid, juntamente com pilotos experientes.

Fórmula E combina velocidade com preservação do meio ambiente

São 11 equipes, 22 carros e 22 pilotos na temporada de 2022/2023, com a participação de três brasileiros: Lucas di Grassi, Antonio Felix da Costa e Sergio Sette Câmara. E como campeões tivemos Antonio Felix da Costa (2019/2020); Lucas Di Grassi (2016/2017); e Nelsinho Piquet Jr (2014/2015).

Os carros são 100% elétricos e tem estilo batmóvel, segundo a organizadora do evento, e passaram por alterações técnicas para esta temporada. Chamado de Gen 2, os veículos da Fórmula E tem 250 kW de potência e acelera de 0 a 100 km/h em 2,8 segundos, com uma velocidade máxima de 280 km/h.

Os pneus de 18 polegadas são feitos sob medida e fornecidos pela Michelin para todas as equipes. Cada piloto pode usar até quatro novos pneus traseiros e quatro dianteiros em cada evento.

As equipes podem carregar os carros entre as sessões e durante os treinos, sendo proibida a recarga durante o treino classificatório e a corrida, bem como no parque fechado e na perícia técnica.

Especificações técnicas – FIA Fórmula E Gen2

Comprimento total 5160 mm
Largura total 1770 mm
Altura total 1050 mm
Eixo dianteiro 1553 mm
Eixo traseiro 1505 mm
Altura de passeio 75 mm (máximo)
Distância entre os eixos 3100 mm
Peso mínimo (incluindo o piloto) 900 kg (bateria 385 kg)

 

Potência máxima 250 kW, equivalente a 335 bhp
Modo de corrida (potência máxima disponível) 200 kW, equivalente a 270 bhp
Regeneração de potência máxima 250 kW
Velocidade máxima 280 km/h (174 mph)
Aceleração 0-100 km/h (0-62 mph)

 

Final de semana de um E-Prix

E-Prix foi o nome dado para Grand Prix nesta modalidade, o evento que dura um final de semana, começando na sexta-feira com o shakedown dos carros, uma sessão em que os pilotos fazem a verificação de sistemas eletrônicos e a confiabilidade do carro, mas não a performance, já que os carros correm a uma velocidade reduzida.

Cada evento tem duas sessões de treino livre, com 30 minutos cada uma, reduzindo para apenas 30 minutos nos finais de semana de rodada dupla. Aí, já temos os competidores marcando tempo e adaptando-se aos ajustes dos carros.

O treino classificatório tem novo formato, com dois grupos de 11 pilotos, na ordem em que se encontram no campeonato mundial de pilotos, usando 220 kW de potência para marcar os tempos de volta em uma sessão de 10 minutos. Em seguida, os oito mais rápidos disputam já com 250 kW, até chegar na dupla final, que disputa a Julius Baer Pole Position.

Com largada parada, as corridas duram 45 minutos. Ao final, quando os 45 minutos acabarem e o líder cruzar a linha de chegada, ainda haverá mais uma volta até a corrida terminar.

Desde 2018 a categoria conta com o Modo Ataque, que permite ao piloto utilizar uma dose extra de potência. Para acionar o modo, o piloto sai do traçado e passa pela Zona de Ativação, ganhando 30 KW a mais de potência. Já o Fanboost é votado pelos fãs, que proporcionam para o piloto escolhido um ganho extra de potência, usado em uma janela de cinco segundos durante a segunda metade da corrida.