NGK explica a diferença entre os tipos de bobinas de ignição

NGK explica a diferença entre os tipos de bobinas de ignição

Posted by: admin
Em: 05/04/2018

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A fabricante de velas automotivas NGK explica a diferença entre os tipos de bobinas de ignição. Responsável por transformar a energia do sistema de alimentação do veículo em alta tensão, a bobina é parte fundamental do sistema de ignição e está em constante evolução. Antes dependente dos distribuidores, atualmente o componente conta com versões estáticas, que utilizam cabos de ignição, e modelos individuais. De acordo com a NGK, as mudanças trouxeram diversos ganhos aos veículos, como uma maior eficiência do sistema.

NGK explica a diferença entre os tipos de bobinas de ignição
NGK explica a diferença entre os tipos de bobinas de ignição

As bobinas individuais se dividem em dois tipos, pencil coil e top coil, sendo que este último possui a vantagem de reduzir a possibilidade de superaquecimento por ter o enrolamento na parte superior da peça, em uma região mais fria. Já no modelo pencil coil, o mesmo enrolamento está ao longo do corpo da bobina, ficando exposto a um ambiente mais quente.

Nas bobinas, o material de isolação utilizado é uma resina epoxy, injetada a vácuo. Quando submetida a uma temperatura superior a 150°C, a resina pode sofrer degradação ao longo do tempo. “O fato desse material ficar localizado na parte superior nos modelos top coil, traz um benefício em relação à versão pencil coil. Atualmente, a maioria dos veículos novos conta com bobinas top coil, seguindo a tendência de atualização do componente”, destaca Hiromori Mori, consultor de Assistência Técnica da NGK.

A revisão da bobina é essencial para o bom funcionamento do motor. “O componente com problema pode gerar impactos na vela, cabos de ignição, catalisador, entre outras peças”, destaca Mori que complementa: “Também é importante que, sempre que o veículo apresentar problemas nas bobinas, o mecânico verifique o estado das velas de ignição. Velas muito desgastadas sobrecarregam o sistema, reduzindo a vida útil das bobinas”.

O teste da bobina deve ser feito em duas etapas. “Após uma primeira inspeção visual, o reparador deve realizar a medição da resistência dos circuitos primário e secundário do componente, além da tensão de alimentação para garantir que tudo está em ordem”, indica o especialista da NGK.

As peças que possuem o módulo de ignição integrado não realizam o teste de resistência. Outra análise que também é possível realizar com equipamentos especiais como osciloscópio ou analisador de secundário de ignição é a medição da tensão no secundário da bobina.