Economia: Chegando 2019, e agora?

Economia: Chegando 2019, e agora?

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 05/02/2019
A coluna Economia é escrita por Alberto Savioli, economista com pós graduação em gestão pela USP
A coluna Economia é escrita por Alberto Savioli, economista com pós graduação em
gestão pela USP

Com o final do ano se aproximando, crescem as expectativas para o novo ano, bem como ressurgem as promessas feitas e não cumpridas no ano anterior. Mas o que esperar para 2019?

Uma coisa já demonstra melhora: a confiança no povo brasileiro de que dias melhores estão por vir, claro que sempre há os pessimistas de plantão, apostando no insucesso do governo que está para assumir o comando do país.

Mas a retomada do crescimento e a diminuição nos índices de desemprego somente conseguirão ter uma melhora expressiva se o cenário político não atrapalhar, votando as mudanças necessárias no segmento previdenciário e consolidando as reformas trabalhistas, tão necessárias para que o empresariado volte a acreditar e retomar as contratações.

Estudos divulgados pela CNI (Confederação Nacional da Industria) preveem crescimento de 2,7%, enquanto o IPEA (Instituto de Pesquisas Economicas Ampliadas), prevê um crescimento de 2,9%, isso mostra que existe um consenso na melhora da economia.

A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deverá avançar de 3,8%, neste ano, para 4,1% em 2019 – ainda em linha com a meta central de 4,25% fixada para o ano que vem.

A expectativa é de que a taxa básica de juros da economia, a Selic, fixada pelo Banco Central com base no sistema de metas de inflação, suba dos atuais 6,5% ao ano, a mínima histórica, para 7,5% ao ano. Essa também é a previsão do mercado financeiro.

A balança comercial fechará 2019 com um saldo positivo de US$ 45 bilhões (exportações menos importações) no ano que vem, contra um saldo positivo de US$ 53 bilhões neste ano, de acordo com as previsões da CNI.

Mas todas as previsões, sejam econômicas ou sejam pessoais, somente se concretizarão se fizermos nossa parte, não basta acreditar no que os economistas estão prevendo, precisamos fazer com que o amanhã seja melhor.