Economia Consórcio: boa opção para adquirir seu veículo? 

Economia Consórcio: boa opção para adquirir seu veículo? 

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 17/10/2019
A coluna Economia é escrita por Alberto Savioli, economista com pós graduação em gestão pela USP
A coluna Economia é escrita por Alberto Savioli, economista com pós graduação em
gestão pela USP

A vida não está fácil para ninguém, e uma saída para conseguir ter um pouco mais de tranquilidade, pelo menos na área financeira, é trabalhar muito. Mas hoje, com a oferta de serviços no segmento de fretes, todo diferencial que você possa dar ao seu cliente é um ponto a mais para conseguir o trabalho.

No nosso segmento, um desses diferenciais é ter um veículo novo, mas como já falamos, a vida está dura e adquirir o bem não tem sido nada fácil, por conta da falta de renda, dos altos juros no financiamento, as análises de crédito que ficaram mais rigorosas, e por aí vai.

Uma solução oferecida é o consórcio, que apesar de ser um investimento a longo prazo, alivia a carga tributária, com prazos maiores e mais flexibilidade. Mas existem desvantagens além de aguardar um pouco mais para ter o veículo na mão, por isso o planejamento é imprescindível.

O consórcio é uma modalidade chama a atenção, por suas taxas baixas e a facilidade de se adquirir bens, porém a realidade não é bem assim. O consórcio é um investimento que fazemos no qual temos duas possibilidades mensais para retirar o bem:

– através de lance, onde quem ofertar o maior número de parcelas, leva, geralmente em torno de 30% do valor do bem;

– através de sorteio, pela loteria federal, neste caso não há custo adicional.

Porém, existe um conceito que deve ser lembrado, enquanto você está pagando as parcelas, sem ter retirado o bem: você é um investidor, mas quando for retirar o bem, seja por qualquer uma das modalidades descritas acima (lance ou sorteio), a administradora irá analisar seu cadastro, e poderá ser negado casa possua alguma restrição, pois seu status mudou de investidor para futuro devedor.

Assim, voltamos para o início, consórcio é uma forma de se investir a médio e longo prazo. Veja quais as taxas estão implícitas em uma cota de consórcio:

– Taxa de administração: taxa cobrada pela administradora que varia de 15 a 20% do valor do bem;

– Taxa de adesão: algumas administradoras cobram cerca de 2% do valor do bem

– Fundo de reserva:0,5% do valor do bem

– Seguro de vida: 0,03% do valor do bem

 

Mesmo com essas taxas, o consórcio é mais barato que um financiamento, porém as comparações com esta outra modalidade são bem distintas:

– Consórcio o prazo varia de 60 até 200 meses X Financiamento prazo máximo 60 meses

– Consórcio contemplação de acordo com sorteio ou lance X Financiamento retirada imediata do bem

– Consócio parcelas mais baixas X Financiamento parcela mais alta.

 

Traçamos um exemplo de um capital de R$150.000,00 com as duas modalidades

Consórcio = 117 parcelas de R$1.540,27 = R$187.211,00

Financiamento = 60 parcelas de R$3,568,49 = R$214,109,40

Caso você tenha a necessidade imediata do bem, pague mais caro e recorra a um financiamento, pois neste caso a utilização é imediata. Lembrando que em ambos os casos o bem fica atrelado ao banco ou a administradora, seja através de alienação fiduciária ou reserva de domínio.