Esportes: Europa X América: 1ª e 2ª divisão do futebol

Esportes: Europa X América: 1ª e 2ª divisão do futebol

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 11/10/2017

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A coluna Falando de esportes é escrita por Carlos Briotto, jornalista formado pela Universidade Metodista
A coluna Falando de esportes é escrita por Carlos Briotto, jornalista formado pela Universidade Metodista

Os continentes europeu e americano disputam há anos a hegemonia do futebol mundial, tanto entre nações quanto entre clubes. Esta disputa sempre foi equilibrada, mas desde o início do século 21 um lado começou a se sobressair sobre o outro.

Esta hegemonia sempre teve dois aspectos bem distintos. Enquanto os sul-americanos tinham a técnica e o drible como diferencial os europeus tinham na disciplina tática o seu ponto forte. Mas isso começou a mudar nos anos 80 quando os times europeus, em virtude do seu poderio econômico, começaram a contratar em larga escala atletas sul-americanos, mais precisamente brasileiros, argentinos e uruguaios.

Esportes: Europa X América: 1ª e 2ª divisão do futebol
Time da Alemanha, atualmente os melhores do mundo

Com o passar dos anos eles aprimoraram a técnica e hoje a supremacia europeia é visível tanto neste aspecto quanto no tático. Aquilo que tínhamos como diferencial deixou de ser vantagem competitiva. Em contrapartida nós ainda somos exportadores de jogadores, mas não evoluímos o necessário na parte tática.

Esta superioridade pode ser constatada de várias formas. Se olharmos pela parte esportiva, isto é, títulos, temos os seguintes panoramas. Nas últimas cinco copas do mundo de seleções os europeus levaram quatro canecos contra apenas uma sul-americana. Nos torneios de clubes, como o mundial, a superioridade é ainda maior. Nas últimas 13 edições os europeus conquistaram nove.

Já pelo lado financeiro o desiquilíbrio fica ainda mais evidente e vergonhoso para nós sul-americanos. Enquanto o campeão da Copa dos Campeões da UEFA pode levar ao final do campeonato nada mais nada menos que 60 milhões de euros (240 milhões de reais) o vencedor da Copa Libertadores vai arrecadar míseros 6,5 milhões de dólares (20,8 milhões de reais).

Os patrocínios de camisas também são outro sinal do oceano que separam os continentes. Dos 10 maiores patrocínios, nove são europeus. Manchester United e Chelsea, ambos ingleses, encabeçam as listas.

Esta diferença que aumenta ano após ano é facilmente explicável. Os europeus são organizados, os clubes são empresas com ações negociadas em bolsa, tem em seus quadros funcionais profissionais especializados e estádios modernos. Enquanto isso nós, sul-americanos, fazemos exatamente o oposto: estádios velhos e antiquados, dirigentes, técnicos e árbitros amadores e várias denúncias de corrupção.

Copa do Mundo

Brasil – 5 (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002)

Alemanha – 4 (1954, 1974, 1990 e 2014)

Itália – 4 (1934, 1938, 1982 e 2006)

Argentina – 2 (1978 e 1986)

Uruguai – 2 (1930 e 1950)T

Espanha – 1 (2010)

França – 1(1998)

Inglaterra – 1 (1966)

 

Mundial de Clubes

Barcelona (ESP) – 3 (2009, 2011 e 2015)

Real Madrid (ESP)- 2 (2014 e 2016)

Corinthians (BRA)– 2 (2000 e 2012)

Internacional (BRA)– 1 (2006)

São Paulo (BRA) – 1 (2005)

Milan (ITA)– 1 (2007)

Manchester United (ING) – 1 (2008)

Inter de Milão (ITA)– 1 (2010)

Bayern de Munique (ALE)– 1 (2013)

 

10 Maiores Patrocínios de Camisas – em milhões

1º Manchester United (ING) – US$ 58,4

2º Chelsea (ING) – US$ 48,7

3º Barcelona (ESP) – US$ 38,4

4 º Liverpool (ING) – US$ 36,5

5º Arsenal (ING) – US$ 36,5

6º Bayern de Munique (ALE) – US$ 34

7º Real Madrid (ESP) – US$ 33

8º Palmeiras (BRA) – US$ 31,3

9º Paris Saint German (FRA) – US$ 27,4

10º Juventus (ITA) – US$ 18,6