Fábricas de VUCs: Um segmento que não para de crescer

Fábricas de VUCs: Um segmento que não para de crescer

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 14/08/2019

Executivos responsáveis pelo desenvolvimento e comercialização dos veículos urbanos de carga no Brasil falam sobre o setor. Eles acreditam e investem em todos as categorias, desde as picapes, passando pelos furgões e caminhões leves

Texto: Carol Vilanova

Fotos: Divulgação

Os veículos param num semáforo em São Paulo. Olhe para os lados. Em meio a carros de passeio e motocicletas, a quantidade de VUCS, aqueles veículos que distribuem bens de consumo e carregam nossas riquezas pra cima e pra baixo dentro da cidade, é impressionante. Pequenos baús, furgões e picapes transportam sem parar, isso acontece devido às restrições ao trânsito de veículos de carga na maioria das grandes cidades brasileiras.

Não é somente esse o motivo para o crescimento desta categoria. Outra boa razão é o fato de que a maioria deles pode ser dirigida sem a necessidade de habilitação especial, ou seja, a CNH do tipo B, que serve para veículos convencionais, é suficiente para o transportador guiar por aí e ganhar o pão do dia a dia.

Se nós vemos cada vez mais esses modelos nas ruas, as fábricas também comemoram suas vendas e investem, acreditando neste segmento. São diversos modelos que se enquadram nesse hall de permitidos para circular em zonas restritas. Vão desde as picapes pequenas, passando pelos furgões e caminhões leves, de até 7,20 m de comprimento.

 

CHEVROLET

Entre as picapes, a Chevrolet tem a tradicional S10 como carro chefe, mas conta com importante participação da Montana, pequena e também reconhecida pelos transportadores. Gerente de Marketing de produto da GM Mercosul, Rogério Sasaki conta que a Chevrolet tem uma larga tradição no segmento de picapes, tanto que recentemente completou 100 anos de produção deste tipo de veículo.

“A S10 é o produto com maior número de versões dentro da linha Chevrolet. São quase uma dúzia de configurações, uma para cada tipo de aplicação. Tem desde a versão Chassi Cab, para quem busca um veículo de trabalho para personalização, tipo Food Truck, passando pela versão com cabine simples e caçamba alongada, até a High Country, com cabine dupla, o máximo em sofisticação”, explica.

Rogério Sasaki, gerente de Marketing de produto da GM Mercosul

Desde os anos 1980 a marca oferta a picape pequena e está celebrando a marca de 750 mil unidades produzidas com o lançamento da linha 2020 da Montana, que é ofertada de série apenas com caçamba aberta. “As picapes têm papel estratégico dentro do portfólio Chevrolet. A S10, por exemplo, é o terceiro modelo mais vendido da marca. Desde que foi lançada, em 1995, quase um milhão delas já foram produzidas no país”, observa Rogério.

Ele completa: “o consumidor está no centro de todas as nossas decisões. Por isso sabemos que entre aqueles clientes que utilizam o veículo como ferramenta de trabalho, a qualidade e a velocidade do pós-venda têm grande relevância”.

FIAT

A Fiat tem produtos diversificados no segmento de VUCs, a começar pela picape Fiat Strada. O line up oferta ainda a picape média Fiat Toro, o furgão compacto Fiorino e o Fiat Ducato, que na nova geração traz a opção chassi-cabine, além da de furgões em 4 tamanhos, alguns com opções envidraçadas para transformação, e dois minibus.

Rafael Filon, gerente de veículos comerciais da marca italiana, enfatiza a importância do segmento: “sempre foi e sempre será essencial nos planos da Fiat”, afirma. “Temos um know-how de mais de 40 anos, além da experiência internacional, em que também temos uma ótima performance com nossos produtos, em especial o Fiat Ducato”, comenta.

Rafael Filon, gerente de veículos comerciais da FCA

Rafael conta sobre outro modelo da marca, o Fiat Doblò que chegou em 2001 e teve seu auge no fim dos anos 2000. “A versão de carga deixou de ser oferecida em 2016, pois entendemos que o Fiat Fiorino cumpre muito bem o papel dentro do segmento”, analisa.

O cliente está sempre na prioridade da marca. Rafael conta que a Fiat preza pela qualidade na venda, entrega e pós-vendas de cada veículo. Para os frotistas, existe uma equipe de Vendas Diretas experiente e capacitada em para atender suas necessidades.

“Iniciamos em agosto deste ano duas concessionárias piloto “Fiat Professional”, um programa de atendimento exclusivo e dedicado ao cliente que faz uso do veículo profissionalmente. O foco do Fiat Professional é ter foco no negócio do cliente. A previsão é estender para todo país até o primeiro trimestre de 2020”, finaliza.

 

HYUNDAI  

Nesta categoria atualmente, a CAOA Hyundai possui os modelos Hyundai HR e Hyundai HD80, que trazem ótima relação custo x benefício para os transportadores. Entre os destaques dos modelos, um é poder ser guiado com CNH na categoria B, outro é ser isento de rodízio nas grandes metrópoles.

Uilson Campana, gerente nacional de vendas caminhões da CAOA, conta que estar presente de forma tão positiva nesse mercado é de extrema importância, por isso a empresa continua investindo na inovação de seus produtos.

“É importante ressaltar a aposta da CAOA Hyundai que desde 2007, quando inaugurou sua fábrica em Anápolis (GO), teve o modelo HR como seu primeiro veículo produzido no Brasil”, comenta.

Uilson Campana, gerente nacional de vendas caminhões da Hyundai-CAOA

Segundo o gerente, a caminhoneta teve ótima aceitação do público e ao longo dos anos essa imagem se consolidou por meio do alto investimento em manter a sua qualidade.

A CAOA trabalha constantemente para fornecer aos seus clientes o melhor atendimento possível, desde que ele entra na concessionária até os serviços de pós-venda, o que já conquistou prêmios no setor automotivo, como o J.D. Power em Vendas e Pós-Venda.

“Como benefício, os modelos possuem um programa de assistência 24h que abrange todo o território nacional e pode ser acionado em qualquer urgência no período de um ano ou 100 mil km.  Este serviço é válido para todos os clientes dos VUCs”, completa.

 

IVECO

O mercado de VUCs é um dos segmentos mais importantes para a Iveco no Brasil, segundo o diretor de vendas e marketing da Iveco América Latina, Ricardo Barion. Ele acredita que o aumento das entregas nos grandes centros e do comércio eletrônico, o transporte urbano de cargas deve impulsionar as vendas no segmento de VUCs em 2019.

“Esse nicho de mercado cresce, em média, de 15% a 20% ao ano, e trouxe mudanças na logística de distribuição, com entregas mais capilarizadas e flexíveis. Estamos confiantes que a procura por veículos desse segmento, principalmente pelos transportadores, deve continuar crescendo este ano”, afirma.

Ricardo Barion, diretor de vendas e marketing da Iveco América Latina

Todos os modelos da linha Iveco Daily estão aptos para rodar como VUC. Começou a ser produzida no Brasil em 2000 e pode usar diferentes implementos, além de ser versátil, robusta, econômica e confortável.

A Iveco trabalha para promover um atendimento de alto nível para os clientes na venda e no pós-venda. Atualmente, a marca tem 11 pontos assistenciais e 60 concessionárias no Brasil. O objetivo é terminar 2019 com 84 pontos de atendimento.

“Junto com o Banco CNH Industrial, temos condições especiais de financiamento para frotistas. O relacionamento do time comercial da marca com esse público também é muito importante para entendermos as necessidades e qual o melhor produto para cada operação”, garante.

 

JAC

Com o seu modelo V-260, a Jac tem o segmento de VUCs como estratégico, pois é o primeiro que a empresa participa na linha de comerciais. “Segundo a marca, por ser um tradicional fabricante de caminhões na China, a JAC tem sempre um olhar bem atento a todas as oportunidades de mercado. E o Brasil possui grande potencial de crescimento para os VUCs.

A apresentação do V-260 no mercado nacional foi no final de 2017, mas ele começou a chegar para os primeiros clientes no início do ano passado. A Jac Motors acrecita que não é somente o preço seu principal trunfo, mas sim o custo/benefício. Por ser equipado com ar-condicionado de série, ele se torna extremamente atrativo em seu segmento.

 

KIA

Ary Jorge Ribeiro, diretor de vendas da Kia Motors do Brasil, também aposta no mercado de VUCs. “Além de apresentar crescimento significativo nas vendas durante este ano de 2019, representa cerca de 25% do total das nossas vendas, com o modelo Bongo K2500, o que demandou investimentos significativos para que modelo seja fabricado em Montevidéu, no Uruguai”, comenta.

“O tratamento que oferecemos aos clientes da Kia independe do produto que ele possui ou está adquirindo. Temos elevada preocupação com a satisfação dos nossos consumidores, não importa se ele possui um veículo de passeio ou de trabalho”, conta.

Ary Jorge Ribeiro, diretor de vendas da Kia Motors do Brasil

Para o Bongo K2500, o tratamento, tanto em vendas como em pós-vendas, tem sido um grande diferencial da Kia. “Como se trata de um veículo de trabalho, sabemos que ele não pode ficar parado. Portanto, a disponibilidade de peças de reposição deve ser imediata, e os serviços de revisão preventiva devem ser feitos no tempo exato, de acordo com a agenda do cliente. A satisfação total é primordial para os nossos padrões de qualidade”, diz.

Além da garantia de três anos, a Kia oferece revisões com preços tabelados e prioridade no atendimento de pós-venda. A marca afirma que sempre oferece descontos e facilidades para frotistas.

 

MERCEDES-BENZ

“Com o aquecimento da atividade econômica no País em 2019, a distribuição urbana, o comércio eletrônico e o varejo devem demandar mais volume de carga para veículos leves e médios, que fazem a entrega nos pontos de vendas e também porta a porta em domicílio”, conta Ari de Carvalho, diretor de Vendas e Marketing Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil.

Ele continua: nesse sentido, os clientes podem contar com a Mercedes-Benz. A marca sempre esteve ao lado desses clientes, oferecendo vários modelos na linha de caminhões Accelo e de veículos comerciais Sprinter para atender VUC.

“Além disso, normalmente há uma grande procura por veículos leves e médios para atividades de transporte das centrais de abastecimento, que operam em vários turnos ao longo do dia”, diz.

Ari de Carvalho, diretor de Vendas e Marketing Caminhões da Mercedes-Benz do Brasil.

Para o cliente, atrativos financiamentos do Banco Mercedes-Benz (CDC, BNDES Finame, Leasing Operacional e Leasing, além de produtos de seguros), planos do Consórcio Mercedes-Benz e negócios com seminovos da SelecTrucks.

E no Pós-vendas, a marca oferece amplo portfólio de Peças e Serviços, que inclui três linhas de peças de reposição (genuínas, remanufaturadas e Alliance), Planos de Manutenção, sistema de gestão de frota e rastreamento Fleetboard, Serviço Dedicado Conectado, e no caso da Sprinter, o Mercedes Service 24 Horas, e central de relacionamento.

 

NISSAN

“Vendas para transportadores e frotistas ajuda muito na construção da imagem do produto de robustez, confiabilidade e, principalmente, baixo custo de manutenção”, acredita Marcus Pires, gerente de marketing de produto Nissan, que fornece a picape Frontier, primeiro produto da marca fabricado no Brasil em 2020. Segundo ele, a picape indo bem nesses segmentos faz com que o consumidor pessoa física sinta-se mais seguro por conta do “teste” de mercado.

Marcus Pires, gerente de marketing de produto Nissan

Marcus aponta a experiência de mais de 80 anos na fabricação de picapes como um dos destaques do modelo. “Nessa geração da Frontier – a 12ª da picape – foram feitos testes de rodagem por mais de 200 mil km na América Latina para adequar o produto aos diversos tipos de pavimentos dos países da região e, claro, também aos gostos dos consumidores”, diz.

De acordo com o gerente, no pós-venda, o cliente conta com técnicos treinados na fábrica, disponibilidade de peças e um atendimento ágil em caso de necessidade. “Além disso, a Nissan está implementando um programa voltado especificamente para veículos comerciais no qual o cliente frotista não perderá tempo com o veículo parado”, finaliza.

 

PSA Peugeot Citroën

“A venda de veículos utilitários no Brasil faz parte do eixo estratégico da companhia, que tem liderança na Europa”, afirma Luis Pacheco, diretor de vendas corporativas das marcas Peugeot Citroën e DS no Brasil.

Luis conta que as duas marcas oferecem modelos de 3, 6 e 13 metros cúbicos. “Na marca Peugeot, são o Partner, o Expert e o Boxer, respectivamente. E na Citroën, os equivalentes desses modelos são a Berlingo, o Jumpy e o Jumper.

Luis Pacheco, diretor de vendas corporativas das marcas Peugeot Citroën e DS no Brasil

“O Partner e a Berlingo se destacam, pois, foram concebidos como furgão, e não derivado de um carro de passeio, por conta disso tem uma capacidade de carga superior, que é de 800 Kg e tem uma capacidade volumétrica de 3 minutos cúbicos. A porta lateral também atrai o cliente porque permite o acesso de empilhadeiras com cargas dentro do pequeno furgão, então tem sua operação logística rápida e eficiente.

Em relação aos modelos Expert e Jumpy, além da robustez, trazem motor Euro 6 mais econômico e eficiente e altura que consegue entrar em qualquer garagem de shopping ou doca, com a vantagem do conforto da dirigibilidade de um automóvel.

“Nós temos uma rede profissional dedicada a clientes frotistas que nós chamamos de Citroën Business Center e Peugeot Professional Center, que tem tanto espaço de pós-venda como atendimento diferenciado. Oferecemos um Sac exclusivo, além de um pacote de serviços pós-vendas que chamamos de Compromisso Citroen Pro e Peugeot Total Care Pro”, finaliza.

 

VWCO

Vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Venda da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Ricardo Alouche enxerga o mercado de entregas urbanas fundamental para os negócios da marca no Brasil e na América Latina, em geral. Além de ser um segmento que gera muito volume de vendas de caminhões, também é um forte indicador do ritmo de crescimento da economia.

Para esse mercado, a VWCO tem como destaque a família Delivery, apresentada ao mercado nacional em setembro de 2017, e que abrange o segmento de 3,5 ton a 13 ton de capacidade de carga.

Ricardo Alouche, vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Venda da Volkswagen Caminhões e Ônibus

“A Volkswagen Caminhões e Ônibus não se contenta em apenas entregar um caminhão aos seus clientes. Queremos ser também um verdadeiro parceiro de negócios. Para isso, contamos com uma equipe de vendas bem treinada, pronta para indicar ao cliente qual o caminhão ideal para o seu tipo de necessidade”, diz Alouche.

A rede oferece ainda planos de contratos de manutenção sob medida, com pacotes de serviços personalizados, gerando segurança operacional e um controle ainda maior na gestão de frota. “Isso gera aumento do valor de revenda do veículo e melhora e eficiência do negócio. Por fim, oferecemos assistência técnica 24 horas e capacidade técnica para atender o nosso cliente mesmo nos lugares mais remotos do Brasil, garantindo a máxima disponibilidade do caminhão para o transporte de cargas.