Falando de esportes: Agora é “Allez Les  Bleus” pela segunda vez

Falando de esportes: Agora é “Allez Les  Bleus” pela segunda vez

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 27/08/2018

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A coluna Falando de esportes é escrita por Carlos Briotto, jornalista formado pela Universidade Metodista
A coluna Falando de esportes é escrita por Carlos Briotto, jornalista formado pela Universidade Metodista

Sempre que uma copa do mundo chega ao seu final, fica a sensação desta ter sido a melhor edição de todos os tempos. De certa forma há uma razão para justificar esta impressão. As partidas, as jogadas, os lances polêmicos, as falhas da arbitragem, as tecnologias dentro e fora de campo estão recentes em nossas memórias. Mas se formos pensar friamente, realmente eles estão certos.

Para relembrar, a Revista Frete Urbano fez um balanço do que foi a Copa do Mundo da Rússia 2018.

As partidas | Esta edição contou com a participação de 32 seleções, divididas em oito grupos. Da primeira fase até a final foram realizados 64 jogos. Tivemos 51 vitórias e 13 empates. Ao todo foram marcados 169 gols, média de 2,69 gols por partida.

Público | Os estádios russos receberam um público superior a três milhões de torcedores. Média de 47.000 expectadores por jogo. O maior público registrado foi na partida de abertura da Copa. O jogo Rússia 5 x 0 Arábia Saudita registrou público superior a 78.000 pagantes. O de pior público foi registrado no empate entre Argentina e Islândia.

As decepções | Seleções tradicionais e favoritas ao título decepcionaram nesta copa. A maior decepção ficou por conta da Alemanha, eliminada já na primeira fase. A Polônia também decepcionou por não conseguir passar de fase, mesmo sendo uma das cabeças de chave.

Brasil, Argentina e Espanha também não ficaram atrás. Mesmo avançando de fase não empolgaram e foram eliminadas por seleções menos tradicionais.

As surpresas | Se as tradicionais decepcionaram, por outro lado seleções de menores expressões mostraram seus cartões de visitas e disseram para o que vieram. A seleção que mais chamou a atenção, não pelo futebol, mas pelo conjunto da obra foi a Islândia. Com uma população não muito superior a 300 mil habitantes (equivalente à região da Casa Verde, na Cidade de São Paulo) este pequeno país empolgou pela festa da sua torcida e pelo empate conquista frente à seleção Argentina. Suíça e Suécia também fizeram bonito. Sem muita expectativa essas seleções avançaram de fase e chegaram mais longe que outras mais tradicionais.

A tecnologia | Utilizada pela primeira vez em uma copa o VAR (Video Assistant Referee) ou simplesmente árbitro de vídeo foi a grande novidade, e claro, não deixou de criar polêmicas. Ele foi utilizado para analisar mais de 440 lances. Deste total, 17 tiveram as decisões iniciais alteradas. Após as revisões tivemos sete pênaltis marcados com o auxílio da tecnologia contra dois anulados.

Os melhores jogadores | Como acontece em todas as edições, os melhores jogadores quase sempre saem dos times finalistas. Nesta edição não foi diferente. A Bola de Ouro para o melhor jogador ficou com o croata Luka Modric´. O título de melhor goleiro ficou para o belga Thibaut Courtois. Já o troféu para a revelação do torneio ficou com o francês Kylian Mbappé. A artilharia da copa ficou para o inglês Harry Kane, com 6 gols.

O Campeão e o vice | Com méritos, a final foi disputada pelas duas equipes que apresentaram o melhor futebol (França) e a mais eficiente (Croácia). Elas foram as mais consistentes quanto aos gols marcados (14 cada) e nos sofridos (5 contra 9). Levou melhor a França que tática e tecnicamente tinha melhores jogadores do que sua adversária. Além disso, parece que a pressão e a responsabilidade pesaram mais para o lado croata. Alguns jogadores, como o goleiro Subasic´, por exemplo, sentiram o peso da responsabilidade e não fizeram boa partida.