Frete a Frete: Bate-papo com motoristas de VUCs

Frete a Frete: Bate-papo com motoristas de VUCs

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 16/10/2019

Ativa Logística

Operador logístico de medicamentos e cosméticos, a Ativa Logística foi fundada em março de 1996. A empresa, que realiza operações para todo o território nacional por meio de operador logístico e modal aéreo e pelas suas 17 unidades localizadas nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina, possui uma frota de mais de 800 veículos. A Ativa Logística se orgulha de atender na íntegra a todas as normas e resoluções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a armazenagem e o transporte de remédios, inclusive as constantes na portaria nº 344/98.

Para ajudar nas entregas, os VUCs não podem ficar de fora. A empresa conta com uma frota de 172 veículos, entre vans e caminhonetes. Segundo Evaldo Araújo, gerente de Frota da Ativa Logística, a escolha dos veículos da frota se dá diante da necessidade e de acordo com cada operação. “Veículos VUCs são sempre prioridades, devido à liberação do centro expandido e livre circulação na cidade de São Paulo”, explica Araújo. A frota, que é própria, usa mais cargas paletizadas e de acordo com o recebimento e exigência do destinatário. Os veículos transportam somente carga máxima de 1,5 tonelada.

Evaldo Araújo

A empresa acredita no futuro da frota de VUCs. “As apostas são promissoras, pois a tendência é que cada vez mais municípios adotem esse modelo”, diz Araújo. Para ele, é necessário que as empresas se estruturem em relação aos equipamentos. “Não é tão simples produzir e cadastrar veículos nessa configuração. E caso não esteja preenchendo os requisitos básicos do órgão fiscalizador, não é possível conseguir o cadastro”, comenta o gerente.

 

Motoristas 

Henrique Adauto Ribeiro

O transportador Henrique Adauto Ribeiro tem 54 anos e mora em Diadema, na Grande São Paulo. Vem trabalhando como motorista profissional há 32 anos e em 2014 comprou o seu próprio veículo, um Hyundai HR, e começou a atuar por conta própria. Hoje, com seu VUC, Henrique faz entregas e carretos, com prestação de serviços à várias empresas, com destaque para a Qualiform Indústria e Comércio de Embalagens.

 

Napoleon Cabral

Encontramos o Napoleon Cabral no bairro do Gonzaga, em Santos (SP), numa manhã quente de sábado. Apesar do calor, Napoleon não perdia a animação ao fazer as suas entregas. O motorista, de 48 anos, trabalha nessa área há uns 15 anos e há quatro começou a trabalhar na atual empresa, a transportadora Nasmac. Napoleon adora a profissão que escolheu e acha que uma das maiores vantagens é o fato de estar sempre em lugares diferentes. “Uma hora você está aqui, outra hora você está ali e sempre conhecendo um lugar mais lindo que o outro”, explica o motorista, que dirige um Iveco Daily 35D15 ano 2014.

 

Antonio Luiz Nascimento

Antônio Luiz Nascimento tem 60 anos e já trabalha como motorista há mais de 30. Ele trabalhava com vendas e sempre gostou de dirigir. Quando surgiu a oportunidade de começar a trabalhar como motorista, ele não pensou duas vezes e resolveu juntar o útil ao agradável. Antônio diz que gosta muito da liberdade que a profissão proporciona, do contato com os outros, das oportunidades de conhecer outras pessoas. Ele dirige um Renault Master 2015 e cobre as cidades do Litoral de São Paulo, além da capital paulista.

 

Pedro Vicente e Alex Ventura

A dupla Pedro Vicente da Silva, de 68 anos, e Alex Ventura, de 36, é bastante animada. Pedro trabalha como motorista desde 1982. Ele já trabalhou com outros tipos de veículos e diz não ter preferência na hora de escolher o que dirigir. “Eu gosto mesmo é de fazer as coisas direito”, explica o motorista, que dirige um Iveco Daily 35S14 ano 2014. Já o Alex trabalha com transportes desde 2007, alternando as funções de ajudante e motorista. A relação entre os dois é algo como professor e aluno. “Aprendo muito com o Pedro”, diz Alex. Para ele, a melhor parte da profissão é conhecer lugares diferentes.

 

Gerson dos Santos

O Gerson dos Santos, de 29 anos ajuda muita gente a dormir. O motorista, que dirige profissionalmente há uns seis anos, trabalha para a empresa Village Colchões. Ele era ajudante antes e quando o motorista para quem trabalhava saiu, ele aproveitou a oportunidade e começou a trabalhar. Gerson, que é da cidade de São Vicente (SP), trabalha a bordo de um Iveco Daily 35S14 ano 2018.

 

Maicon e Roberto Carlos

O motorista Maicon Santos, 32 anos, trabalha há um ano e meio como motorista de VUC. Ele diz que começou após perder o emprego na empresa onde estava. Aí pegou o dinheiro da indenização e comprou o seu veículo, um Hyundai HR 2017. Ele trabalha como agregado para uma transportadora e diz que gosta bastante. Maicon, que é da cidade de Santos (SP), gosta muito da liberdade que a profissão lhe traz. O seu ajudante é o Roberto Carlos, de 18 anos. Ele começou a trabalhar há pouco tempo, só um mês, mas já gosta bastante e diz que sonha um dia trabalhar como motorista.

 

Christian e Adenilson

Christian Souza Palhares tem 40 anos e está na profissão de motorista há pouco tempo. Ele explica que fez curso para mudar a categoria da carteira nacional de habilitação e com isso, tentou vaga para dirigir ônibus. Infelizmente não chamaram para a vaga desejada. Ao surgir uma vaga na empresa onde trabalha, cunhado do Christian o indicou e deu certo. Ele trabalha ao lado do Adenilson Paulo Cabral, de 44 anos. Ele já está na área há mais de 10 anos. Apesar de já ter trabalhado como motorista, o Adenilson prefere ficar na função de ajudante. Os dois trabalham para a empresa Trans Araujo e fazem transporte de materiais das empresas Telha Norte e Dicico a bordo de um Renault Master 2011.

 

Marcus Vinicius

O Marcus Vinicius Gonçalves, de 30 anos, trabalha como motorista há mais ou menos cinco anos. Ele nos conta que era antes era operador de empilhadeira. Após ser mandado embora, começou a trabalhar como motorista para a Pullman. Para Marcus, a melhor parte do trabalho é a ausência de rotina. “A gente nunca sabe o dia de amanhã, sempre conhecemos novos lugares, novas pessoas, fazemos novas amizades, é muito bom”, explica o motorista, que para fazer as entregas da empresa, dirige um Hyundai HR ano 2017.

 

Edenilson e Elias

O Edenilson Silva tem 39 anos e já trabalha há uns 15 anos como motorista. Ele já trabalhou com caminhões grandes, mas diz que prefere os menores. Edenilson adora a profissão que escolheu e acha que isso é receita para fazer o seu trabalho bem feito. “Tem que ter paixão para um serviço desses, se não dá certo”, explica ele, que acha que a melhor parte do trabalho é pegar a estrada. O seu ajudante é o Elias Assis, de 19 anos. Ele trabalha na função há um ano e apesar de gostar da função, não pensa em seguir a carreira de motorista. “Eu ainda não sei o que quero fazer, mas por enquanto não tenho planos para trabalhar como motorista”, conta o ajudante.

 

Joabi Romão

O Seu Joabi Romão, de 65 anos, não é de muitas palavras. Apesar de ter topado conversar conosco, manteve o semblante sério. Joabi trabalha como motorista há mais de 15 anos. Ele atualmente faz transportes para eventos. O motorista gosta do que faz. Ele, que já dirigiu caminhões grandes, diz que não faz distinção entre os veículos. “Pode ser caminhão grande, pode ser caminhão pequeno, para mim não importa, desde que eu trabalhe, topo qualquer coisa”, diz ele, que logo pede para terminar a entrevista, pois teria que sair para fazer uma entrega.