Frete a frete: entrevista com motoristas de VUC

Frete a frete: entrevista com motoristas de VUC

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 15/07/2019

Mais uma seleção de entrevistas com motoristas de veículos urbanos de carga, que contam suas tarefas diárias pelas ruas de São Paulo e região.

O motorista autônomo Renato Sanches, de 56 anos, dirige sua Renault Master ano 2015, com baú carga seca, pelas ruas de São Paulo e Grande São Paulo. Quando perguntamos a ele há quanto tempo ele é transportador, ele responde: “só há alguns anos, uns 30 e poucos anos”. Ele é agregado da empresa Transporte Trianon
e transporta o que precisar, está sempre aberto para trabalhar.

Renato Sanches

Samuel Vieira dos Santos, de 45 anos, já trabalha com transporte há uns 20 anos. Ele explica que
sempre gostou de dirigir, a paixão por veículos vem desde de pequeno. “Com 12 anos eu já queria dirigir”,
conta ele. Ele atualmente trabalha para a transportadora DHS, dirigindo uma Iveco Daily 35S14,
ano 2014. Samuel diz que uma das coisas que ele mais gosta na profissão é a falta de rotina. “Eu já
trabalhei em escritório, já trabalhei como vendedor, como estoquista e não gostava da sensação de fazer
sempre a mesma coisa. Como motorista, o trabalho é algo que não enjoa, sempre tem algo diferente”,
diz Samuel. O seu ajudante é o Cláudio Alves, de 29 anos. Ele trabalha somente há dois meses na função,
mas já gosta bastante.

Samuel e Claudio

O Francisco José de Carvalho Aragão tem 54 anos e já trabalha com transporte há uns 25 anos. Ele morava em Santos e trabalhava no cais, onde começou a carreira de motorista. Durante uns 15 anos, dirigiu carreta, depois passou para os VUCs. Atualmente ele mora em Peruíbe e faz frete e mudanças dirigindo uma HR, ano 2007, que comprou há uns dois meses. Francisco gosta de acompanhar o mercado das VUCs e tem planos para o futuro. “Tenho vontade de comprar uma dessas aqui (aponta para a foto de uma Iveco em um exemplar da revista que entregamos a ele), que é muito boa, além de ser um pouco maior”, conta ele animado. Folheando a revista ele vê um veículo da JAC e comenta que também gosta da marca, mas por enquanto prefere a Iveco. “A JAC é legal, mas é difícil encontrar peças e se der problema, o veículo fica parado muito tempo”, explica o motorista.

Francisco José de Carvalho

O Marcos Bueno de Morais é um senhor muito simpático de 62 anos, que trabalha como motorista há 22. Ele conta que trabalhava em São Paulo e quando perdeu o emprego, comprou o caminhão. Marcos já dirigiu também veículos maiores e quando perguntamos qual ele prefere, ele fica na dúvida. “O veículo maior ganha mais, mas tem mais custos. É um quebra-cabeças, tem que equilibrar, né?”, explica o motorista. Ele atualmente faz mudanças e gosta bastante. “Trabalhar com mudança é algo que tem que ter mais zelo, mais cuidado na hora de carregar”, diz ele, que se despede da gente com um abraço e esbanjando simpatia.

Marcos Bueno de Morais

O motorista André Lopes de Oliveira, 37 anos, trabalha com caminhão a desde o ano de 2009, e é habilitado para dirigir carreta também: “mas nunca trabalhei com carreta não, sempre com um toco e truck”, diz. André é funcionário da Lapriendrius, uma empresa do ramo de aromas. “Eu transporto matéria-prima para o setor alimentício, por exemplo queijo parmesão em pó, requeijão, salsicha. Normalmente, eu saio da empresa e vou para Zona Norte e interior”, comenta. Seu veículo é uma Iveco Daily 345S14, implementada com baú carga seca.

André Lopes

Leandro Azevedo, 42 anos, é funcionário da Fassoate, empresa especializada em etiquetas e ribbons (fitas). Na verdade, ele faz a parte técnica, mexe com manutenção, mas sempre que precisa ajuda no transporte. Quando o encontramos na Zona Norte de São Paulo, ele estava com um Renault kangoo 2012, fazendo uma entrega justamente de etiqueta e ribbons.

Leandro Azevedo