O que esperávamos da economia para 2020

O que esperávamos da economia para 2020

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 07/04/2020

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O que esperávamos da economia para 2020. Iniciamos o terceiro ano consecutivo em que as instituições financeiras projetavam otimismo em relação à economia brasileira, com crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de cerca de 2,5%. Nos anos anteriores, também houve projeção de crescimento, que não aconteceram como o esperado.

O país começava a demonstrar confiança em que a economia real voltaria a crescer e a retomada do crescimento, que durante os últimos cinco anos foi o grande mal que afligiu o Brasil, finalmente seria revertida.

Mas o otimismo durou pouco, o que ninguém esperava, uma pandemia do coronavírus derrubou todas as expectativas mundiais, e agora o mundo tenta entender uma nova realidade, e procura soluções para que os países não entrem em colapso financeiro.

No Brasil, as bolsas apresentam fortes quedas, com perdas de mais de 15% somente na última semana, e o dólar rompeu a barreira dos R$5,00.

Com estados decretando toque de recolher e fechando fronteiras, a economia que era esperança, agora causa grande temor, pois o desemprego deve aumentar e o número de empresas que devem se tornar inadimplentes é algo sem precedentes.

O que esperávamos da economia para 2020

O governo já tomou algumas medidas para tentar mitigar a crise

Na segunda-feira (16), o Conselho Monetário Nacional do Banco Central – aprovou medidas para facilitar a renegociação de empréstimos de famílias e empresas. A decisão deve beneficiar aquelas pessoas e firmas que não são inadimplentes e apresentam capacidade financeira boa. Ao todo, um montante de R$ 3,2 trilhões em crédito pode ser renegociado.

Ao mesmo tempo, o Banco Central expandiu a capacidade dos bancos para manter o fluxo de crédito e renegociar dívidas. A expectativa é que a capacidade de concessão de crédito do sistema financeiro brasileiro aumente em R$ 637 bilhões com a medida.

Por fim, o Banco Central do Brasil reduziu a taxa básica de juros para 3,75%, a mais baixa desde 1999. A hora não é de desespero, mas de refletirmos como será o mundo daqui para frente, pois teremos que refazer a economia e principalmente nossos hábitos.

A coluna Economia é escrita por Alberto Savioli, economista com pós graduação em gestão pela USP
A coluna Economia é escrita por Alberto Savioli, economista com pós graduação em
gestão pela USP