Para quem gosta de se informar com uma boa leitura

Para quem gosta de se informar com uma boa leitura

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 21/04/2019

Leitores de publicações segmentadas ainda gostam do impresso. Pesquisas mostram que a revista impressa é um dos meios de comunicações mais confiáveis nos dias de hoje

Texto: Carolina Vilanova | Fotos: Divulgação

Que a leitura traz inúmeros benefícios para nossas vidas, isso todo mundo sabe. Tanto em adultos quanto em crianças, a leitura tem um poder incrível: ajuda na criatividade, aumenta capacidade de aprendizado, melhora a memória, espanta o estresse… podemos dizer que ler é uma atividade completa, e até gasta calorias, são 120 por hora de leitura.

E apesar da internet ter seu espaço no mundo moderno, a leitura de publicações impressas continua firme e forte. Livros, jornais, revistas, panfletos… Muita gente ainda está conectada nas páginas de papel, o que é um fato comprovado por pesquisas, mas que também está na mídia: iniciativas públicas e privadas incentivam essa prática, inclusive com o compartilhamento de publicações.

Público de revistas segmentadas, como a nossa, continua sendo leitores assíduos. Eles consomem revistas e publicações impressas principalmente para buscar informações sobre o setor em que atua.

É comprovado…

O Instituto Opinion & Evolution, especializado em pesquisas, principalmente, do segmento de transportes, comprova essa afirmação. De acordo com o instituto, dois projetos dentro do segmento de transporte (Motoristas de Caminhão e Frotistas/Transportadoras), abordam a leitura de Revistas e no comparativo o público da pesquisa apresenta índices de leitura de Revistas no mesmo patamar da média da população brasileira, que é de 38%.

Uma pesquisa encomendada pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República, que ouviu mais de 15 mil pessoas em todo o País mostra justamente essa realidade. Segundo dados, 60% dos brasileiros “confiam sempre” ou “confiam muitas vezes” naquilo que informam os jornais, por exemplo.

As revistas impressas foram citadas por 40% da população neste mesmo quesito, enquanto as mídias digitais inspiram pouca confiança: 20% dos entrevistados “acreditam sempre” ou “muitas vezes” no que leem nos sites. Para as redes sociais, esse índice é ainda menor: 14%. Os blogs são os veículos com menor credibilidade no Brasil: 11%.

“Parece evidente que, apesar de tantas previsões a respeito do fim do impresso, ele continua muito forte e é difícil prever quando deixará de existir, ou se vai deixar de existir”, afirma o diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Ricardo Pedreira. Segundo ele, a publicidade que é veiculada no jornal impresso também é a que oferece mais credibilidade aos potenciais consumidores.

Informação não é o forte da internet

Segundo dados do suplemento Tecnologias da Informação e Comunicação da Pnad Contínua, divulgado no final de 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de pessoas conectadas cresceu de 64,7% para 69,8% o número de brasileiros com 10 anos ou mais, o que hoje representa 181 milhões da população.

O mesmo relatório, porém, indica que a finalidade da internet para essas pessoas não é a busca de informação nem de intenção de compra de um produto. O acesso mais relatado foi o de envio de e-mails, que envolve 66,1% dos usuários, uma queda em relação aos 69,3% de 2016.

Já a utilização da internet para fazer chamadas de voz ou de vídeo teve um crescimento expressivo de 73,3% para 83,8%, assim como subiu o número de pessoas que usam a internet para assistir a programas, séries e filmes: de 74,6% para 81,8%.

Outro dado relatado foi que as mensagens de texto ou de voz através de aplicativos diferentes de e-mail, como o Whatsapp ou o Telegram também foi maior, descrita por 95,5% dos usuários.
Uma outra pesquisa, a TIC Domicílios, divulgada em julho do ano passado, pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), mostra que 49% dos brasileiros online acessam a internet exclusivamente pelo celular, o que representa 58,7 milhões de pessoas.

Isso acontece, pois, os preços das operadoras ficaram mais acessíveis em relação a preços, além disso aplicativos de mensagens como WhatsApp e Facebook chegam até a ser oferecidos de graça.
Outro dado relevante é que os usuários que mais se encaixam neste perfil são parte das classes D e E, bem como aqueles que moram em áreas rurais, são 80% e 72%, respectivamente. Usuários das classes A e B têm mais opções de dispositivos para navegar – 88% deles usaram pelo menos smartphones e computadores para acessar a rede no ano passado.

Para Alexandre Barbosa, gerente responsável pela pesquisa, este comportamento não é algo que deve ser comemorado. “O celular é usado como ferramenta para o usuário se comunicar, mas é um lugar limitado para produzir conteúdo e realizar um curso, por exemplo”. O ideal, diz o especialista, seria que todo brasileiro pudesse ter a opção de comprar um tablet ou um notebook.

Fake fake fake

Essa tal de Fake News é o principal ponto de descrença que a população tem em relação à internet. O “Relatório de Jornalismo Digital 2017”, publicado pelo Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford, na Inglaterra, mostra que 60% dos entrevistados no Brasil confiam nas notícias veiculadas pelas empresas de comunicação

Por outro lado, o relatório aponta que a proliferação das fake News vem afetando principalmente as redes sociais, onde as pessoas não distinguem o que é verdadeiro de notícias falsas. Com isso, o Facebook, por exemplo, vem perdendo espaço em diversos países, inclusive no Brasil.

Isso pode ser complementado pelo comentário do professor de Jornalismo John Huxford, da Universidade Estadual de Illinois, nos EUA, sobre o assunto. “As redes sociais pioraram muito as coisas, porque elas oferecem um meio simples para aqueles que não são jornalistas enganarem e publicarem qualquer coisa, não importa o quanto seja tendenciosa, ou diretamente falsa”, diz

Para o diretor da ANJ, a importância dos jornais cresce num mundo de “tanta informação desencontrada, de tanta notícia falsa”. “O importante é que o jornalismo prossiga sendo feito da melhor forma, que seja de qualidade, com suas características clássicas, que são a apuração aprofundada, a edição, a contextualização, a busca de se ouvir vários lados. Isso é muito importante”, avalia.

A confiança do impresso perdura

Estudos mostram ainda que a forma mais impactante de anúncio publicitário ainda é de maneira impressa. Nos EUA foram listados cinco pontos importantes dessa força entra os consumidores:

1- Anúncios impressos tendem a fixar mais na mente do leitor: isso foi verificado de acordo com um estudo da Penn State que testou a memória das pessoas em relação a anúncios online e impressos, comprovando que eles conseguiam se lembrar desses anúncios muito melhor.
2- A publicidade impressa pode segmentar mais determinados públicos-alvo: Com a publicidade impressa, as empresas podem escolher exatamente onde gostariam que seu anúncio fosse colocado, focando uma região ou tipo de consumidor específico para melhor atender os negócios que estão anunciando.

3- Diversificar a publicidade é sempre benéfico: mesmo empresas que querem abandonar o qualquer marketing que não seja, que no final é mais barato, o uso de ambas as mídias é muito mais eficaz. Não utilizar a publicidade impressa provavelmente fará com que sua empresa perca alguns clientes importantes.

4- Ainda existem pessoas que não usam a internet: apesar de ser difícil acreditar, muitas pessoas não se importam com o uso da Internet e essas pessoas não devem ser esquecidas.

5- É tangível e, portanto, mais confiável: a internet está inundada de propagandas falsas que podem levá-lo a pegar um vírus ou ter alguns pop-ups indesejáveis na sua tela. Com o impresso isso não tem como acontecer, por isso as pessoas não veem anúncios em revistas e jornais como golpes, como fazem muitos anúncios na internet. Além disso, a internet ainda é vista com cautela enquanto os anúncios impressos estão disponíveis para sempre e as pessoas não têm motivos para desconfiar deles.

O impresso está VIVO

Assim como fonte de informação confiável, o impresso é um veículo de comunicação extremamente confiável quando o assunto é campanha publicitária. Mostrar seu produto para o público adequado, aquele que sua empresa quer conquistar, é muito mais eficaz quando ele aparece de forma consistente e chama sua atenção.

Este mesmo público continua interessado em crescer em termos de conhecimento e gosta de acompanhar as novidades do setor no qual atua profissionalmente.

Isso é exatamente o que faz a Revista Frete Urbano, que acredita na longevidade do veículo de comunicação impresso, principalmente o segmentado, e investe para que essa modalidade continue sendo um ato de informação num momento prazeroso para o seu público leitor, com reportagens feitas por meio de fontes fidedignas, imagens de qualidade e apresentação moderna e exclusiva.