Quem precisa ter uma apólice de seguro de vida?

Quem precisa ter uma apólice de seguro de vida?

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 02/05/2017

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A coluna Seguros é escrita por Fernanda Souza, consultora em seguros com pós graduação em Previdência pela FGV
A coluna Seguros é escrita por Fernanda Souza, consultora em seguros com pós graduação em Previdência pela FGV

O planejamento financeiro dos brasileiros normalmente não inclui o seguro de vida, creio que devido à cultura imediatista e excesso de otimismo que atrapalha na hora de garantir a sobrevivência dos dependentes caso ocorra uma eventualidade.

Essa deficiência cultural pode influenciar não só o desenvolvimento das famílias vítimas destas eventualidades como também no desenvolvimento do país, pois se tentarmos de uma forma simples imaginar se em todas as famílias seus provedores passassem a ter suas vidas seguradas, provavelmente em poucas décadas poderíamos notar famílias melhores amparadas.

Há muitos anos era forte a crença de que este tipo de seguro era limitado a determinadas classes sociais, mas hoje já se entende que é possível contratar capitais de acordo com cada realidade a custos que também ficam de acordo com o orçamento de cada família.

O ideal para determinar estes capitais segurados é somar cálculos como:

  • Valor necessário para seus filhos concluírem seus estudos
  • Valor necessário para quitação de financiamento de imóveis
  • Valor da sua renda que é destinada a sobrevivência da sua família X período que você acredita que eles dependerão dela. Costuma-se calcular o período mínimo de 24 meses.

Outra questão vantajosa é que indenizações de seguros de vida são pagos diretamente, sem entrar em inventários (que deixa os bens indisponíveis e gera despesa para regularização) mesmo quando não há apontamento de beneficiários na apólice, pois nestes casos é determinada a distribuição conforme legislação, aos dependentes legais.

Os custos podem variar muito de uma operadora para outra e é importante comparar principalmente os ofertados através de outros produtos ou serviços como os de consumo por exemplo, pois não é difícil as taxas serem maiores que as taxas negociadas direto com seu corretor, além de que ele tem a licença adequada para atuar com apólices de seguro, que você pode confirmar no órgão do governo que regulamenta este setor, a SUSEP.

As coberturas normalmente são:

  • Morte natural;
  • Morte acidental;
  • Morte de cônjuge;
  • Invalidez permanente total ou parcial por acidente;
  • Invalidez funcional permanente e total por doença;

Outro ponto vantajoso são os serviços adicionais, cujos principais são:

  • Assistência Funeral Familiar ou Individual, que em um momento destes, além de poupar despesas, poupa a família de muitos trabalhos burocráticos.
  • DMHO que reembolsa despesas médicas, hospitalares e odontológicas oriundas de urgência ou emergência durante uma viagem. Alguns países europeus exigem esta contratação na assistência viagem, seguindo o Acordo de Schengen, que é uma convenção sobre política de abertura de fronteiras. Lá ficou determinado parâmetros para contratação de seguro de vida incluindo esta cobertura e na apólice deve constar o termo que atende o tratado.