Vai chover hoje?

Vai chover hoje?

Posted by: Carolina Vilanova
Em: 02/05/2017
A coluna Meio Ambiente é escrita por Valquiria Stoianoff, jornalista formada pela Universidade Metodista
A coluna Meio Ambiente é escrita por Valquiria Stoianoff, jornalista formada pela Universidade Metodista

Quando Jorge Ben Jor compôs a música “Chove Chuva” não fazia ideia que um dia a chuva pudesse parar de cair ou cair em quantidade insuficiente para encher os nossos mananciais.

O Brasil possui 12 bacias hidrográficas, totalizando 12% de toda a água do planeta. Essas bacias hidrográficas cobrem cerca de 80% do território brasileiro. São 200 mil microbacias em 12 regiões hidrográficas. Vale um destaque para a bacia Amazônica, a mais extensa do mundo.

E com tanta água em nosso país, o sinal de alerta já foi acionado pelo Governo Federal. Motivo: falta de chuva. Reservatórios com os mais baixos níveis da história apontam um cenário crítico para 2017.

Com esse cenário desfavorável, além da falta de água para o abastecimento, o brasileiro pode sentir no bolso quando for pagar a sua conta de energia elétrica.  Segundo uma nota divulgada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que é um órgão presidido pelo Ministério de Minas e Energia, a escassez de chuvas nas principais bacias do país pode comprometer a recuperação dos reservatórios das hidrelétricas, já que entre maio de dezembro entraremos em um período seco.

Restará ao governo, para garantir que não tenhamos desabastecimento de energia, acionar mais as usinas termelétricas, que produzem energia mais poluente e cara para o consumidor.

Lei das Águas

Em janeiro de 2017, a Lei das Águas completou 20 anos de existência. Considerada referência para os outros países, a Lei das Águas tem por objetivo garantir o uso consciente e sustentável das águas brasileiras. Um dos fundamentos dessa lei considera a água um bem de domínio público e um recurso natural limitado, dotado de valor econômico.

A lei também estabelece que a gestão dos recursos hídricos deva proporcionar os usos múltiplos das águas, de forma descentralizada e participativa, contando com a participação do Poder Público, dos usuários e das comunidades.

A lei prevê ainda que, em situações de escassez, o uso prioritário da água é para o consumo humano e a dessedentação de animais.

Já que não dá pra ser a nossa trilha sonora a música de Jorge Ben Jor, é preciso fazer valer a lei que permitiu avançarmos em relação à proteção das águas, não só uma questão de governo, mas é preciso envolver a sociedade. Discutirmos sobre o uso adequado e sustentável dos rios, diante desse cenário de escassez hídrica.